Nota breve de esclarecimento.

Caros leitores, acho que devo um pouco mais de explicações a vocês, por isso vim fazer um esclarecimento breve sobre um novo projeto pessoal.

Estou dando uma pausa no site porque estou escrevendo um livro. Na verdade, juntando textos meus antigos, revisando, escrevendo novos e inéditos para fazer um trabalho literário. Estou aproveitando meu período de férias do trabalho pra isso, ao contrário do que algumas pessoas pensam, não vivo de blogar e o blog não me rende nenhum dinheiro. Os custos são todos bancados do meu próprio bolso.

O livro é um dos sonhos que me entendo como leitor. Estou no processo de construção do projeto, mas já dá para saber o quanto é difícil, trabalhoso e exigente. Espero fazer algo decente, com um conteúdo que possa dizer o que eu sempre quis.

Ainda não sei sobre datas, lançamento, nem nada do tipo. Vale lembrar que comecei nesse projeto ontem. Também não sei se vou lançar com meu nome ou pseudônimo, são coisas que pretendo decidir no futuro.

No mais, vou tentar manter o site atualizado com alguma frequência ainda. Era só para dar uma situada em quem realmente se importa com o que está acontecendo por trás disso tudo.

Um forte abraço!

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O brasileiro-médio pré-fabricado.

Se existe um padrão estabelecido do brasileiro-médio é o de nascer, crescer, virar católico, direitista, reproduzir – transmitir seus aprendizados de pouco aprofundamento religioso e político – e morrer. Não é à toa que em um país de maioria pobre haja tanta reverência religiosa e tão pouca preocupação política. É melhor que “Seja o que Deus quiser!” do que o aprofundamento nas ramificações da complexidade sociopolítica.

Por prevalência, é comum que se nasça em família tradicionalmente católica apostólica romana. Mesmo sem saber o que isso significa, na prática é basicamente dizer que acredita em Deus e não ligar-se muito às causas religiosas. Ser católico é mais fácil, mais conveniente. A maioria dos pais batizam seus filhos quando ainda não tem idade nem para discernir fezes de comida. Então, sem qualquer questionamento ou exame crítico que possa confrontar a cômoda postura do católico, a religião perpetua-se sem arranhões.

Mudar de religião ou dissociar-se de todas elas exige um mínimo de desconforto intelectual. Exige uma revisão de paradigmas e premissas. E livrar-se dela ou de qualquer deus imperativo, exige muito mais. É muito extenuante desconstruir conceitos e crenças que foram incutidos no brasileiro-médio durante toda sua vida. Portanto, o questionamento passa a ser uma tarefa árdua, dolorosa e é melhor evitá-la.

Não diferente, a grande maioria da população brasileira é tida como “de direita”. Em pesquisas ao público, as políticas conservadoras e reacionárias são sempre as mais escolhidas pela população. Desde o reconhecimento da união homoafetiva, passando pelo direito da mulher ao aborto até à descriminalização das drogas. São temas rejeitados em grande escala pelo povo. Ironicamente, nossa população repleta de “liberais”, mostra-se bem aglutinada ao discurso que a encarcera. Porém, curiosamente – mesmo sem saber – essas mesmas pessoas mostraram-se a favor das políticas econômicas de esquerda, quando foram citadas através de maior equilíbrio social e melhor divisão de bens orquestrada com a ajuda do Estado, em vez de utilizar do termo “socialismo”.

A reação de repulsa às mudanças e luta pela manutenção do status quo ecoam nas mídias de maior alcance do país, as televisivas. Como citado pelo George Orwell (no livro 1984), todo brasileiro-médio tem em casa sua “telescreen” unidirecional, onde o “Partido Globo” o instrui 24 horas por dia: compre, gaste, seja branco, segregue negros, ônibus carregam pobres, gente importante tem carros caros, mulher lava, homem bebe, branca racista merece espaço midiático, negro que luta contra racismo está errado, vote no nosso partido, etc. Não obstante, nas mídias impressas e digitais, vários outros partidos tomam para si a obrigação da alienação diária e incessável. É difícil ser qualquer coisa diferente desse padrão num lugar onde você recebe uma enxurrada de informações que servem pra sua própria opressão como classe menos favorecida.

Sair do estado de catástrofe exige empenho e esforço de intelecto. Horas gastas com leituras e horas de abstenção das distrações midiáticas endossadoras da opressão e inferiorização popular.

Infelizmente, a conclusão é óbvia: adotar qualquer postura que vá de encontro ao padrão imposto e reproduzido pelas classes é ser “rebelde”. É ler, questionar, estudar, debater, confrontar ideias e ideais; Ignorar a história e abrir mão das experiências dos que já preconizaram atitudes de confronto é aceitar como verdade tudo o que a grande multidão tem a oferecer. Não ser o católico direitista exige reflexão e é um exercício que demanda conexões complexas de fatos históricos e análises recentes.

Não por acaso, quem se dá aos livros, aos estudos, às proposições literárias é chamado de intelectual, um termo que querem transformar em ofensivo, pedante. Daí a tentativa de reduzir o esforço de alguém chamando-o de “pseudo-intelectual”. Sugerir que alguém “vá estudar” tornou-se crime inadmissível. Mas, em face do que nos programam para ser, a priori, se desejamos a vida do menor-esforço, vamos continuar sendo o brasileiro-médio-direitista-católico-apostólico-romano-pré-fabricado, mesmo sem ter muita clareza do que isso significa.

O padrão de fábrica da indústria sociocultural brasileira tem funcionado bem no controle e no aperfeiçoamento das massas que se tornam cada vez mais manobráveis. Ser progressista, ateu, esquerdista, qualquer-coisa-diferente-do-padrão é quase inaceitável para o big brother. E ele está incumbido de voltar suas forças reacionárias contra nós.

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Nihil é financiado pela globo e pela veja para citar seus nomes.

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Criança + câmera = ALEGRIA!

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Pai, chega! Hora de ir pra casa!

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Flora anal.

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